Helvetica has the power!

junho 30, 2009

Hello people!

Essa semana eu assisti um filme muito interessante sobre a família de tipos Helvetica, e por acaso encontrei no blog curiosando um post sobre 20 logos desenvolvidas com Helvetica. Essas 20 logos hoje são marcas de sucesso e extremo valor.  Vamos ver porque uma fonte às vezes banalizada por novos Designers ou taxada de “básica” foi usada na construção de marcas que hoje são tão presentes na sociedade global.

Alguns exemplos:

Se formos alocar as marcas acima por setor perceberemos que pertencem a segmentos diferentes da economia que se identificam com uma variação da extensa família Helvetica mais suas particularidades como cor, símbolos e outras intervenções.

E por que mesmo não pertencendo a segmentos comuns essas logos são fundamentadas em Helvetica?

Para responder essa pergunta primeiramente temos que levar em consideração o passado. A Microsoft, por exemplo, surgiu em meados de 1970, mas passou a usar essa família de tipos em 1987. A BMW fundada em 1916 adotou a Helvetica no final dos anos 50 e a Harley Davidson (1907) concebeu sua marca em 1970. Fica claro para nós que no passado a quantidade de estudiosos de tipos era mais limitada, os tipos, os bons tipos eram limitados; assim quando uma fonte excepcional era criada, o designer guardava aquela fonte para usar em um projeto que julgava mais especial. Além de tudo, a Helvetica foi desenvolvida em 1957, mais ou menos no período que essas empresas criaram ou revitalizaram suas marcas.

Outra resposta seria naturalmente embasada nas qualidades conceituais que essa fonte apresenta.

Quando a família Helvetica foi criada, a proposta era obter a legibilidade máxima a partir de uma base de caracteres sem serifa, super limpa e com formas bem definidas. A Helvetica foi um divisor de águas, pois antes dela as fontes em vigor eram carregadas de conceitos relacionados a cartazes nazistas, das guerras, do construtivismo russo, enfim.. tínhamos caracteres muito pesados visualmente. E a Helvetica trouxe a reforma, como se fosse um Renascimento, já que foi inspirada na Akzdenz (fonte criada em 1898). Tal fato associou a Helvetica ao Modernismo quando falamos em Design Gráfico. Sua popularidade foi tamanha que a expressão “Se não souber o que usar, use Helvetica”, tornou-se comum.

Esse é um estudo histórico bem superficial, mas já podemos ter uma idea da magnitude dessa família e da capacidade dos Designers criarem logos belos e funcionais partindo de uma mesma base tipográfica.

Finalizando o Post disponibilizo para download o Filme “Helvetica”, em 3 partes. O arquivo tem 650 mb aproximadamente e está em inglês sem legenda. A única legenda que encontrei eu até consegui sincronizar, mas estava incompleta. =((

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

E aqui um quiz onde você tem que descobrir qual type foi utilizada no display – Helvetica ou Arial.. (Arial é considerada uma cópia de “baixo nível” da Helvetica) – http://migre.me/2Zqy


O ensaio da Web 3.0

junho 26, 2009

Pois é.. há bastante tempo ouvimos falar de Web 2.0 como a evolução da internet ou a nova internet. Mas se analisarmos o comportamento dos usuários atualmente, a terceira geração da internet é uma ralidade não muito distante, podendo vigorar entre 5 a 10 anos..
Vamos aos fatos:

A Web 1.0 é a propularização da rede em si, sua implementação e um veículo onde as pessoas buscavam informações tendendo a interagir com o ambiente. Já Web na 2.0, a que vivemos hoje, o conceito de busca por informação se ampliou, (vide o Google que hoje oferece mais de 20 pacotes de serviços relacionados a marca) o usuário não busca simplesmente a informação, ele constrói o que vai circular na rede sendo o combustível da grande máquina do mundo moderno. É o que chamamos de internet colaborativa. Como exemplo podemos citar o Wikipedia. Enciclopédia virtual onde todos colaboram com informações para construção de artigos informativos.

Outra característica da contemporaneidade virtual é o relacionamento das pessoas através das redes sociais. No Brasil a rede mais utilizada ainda é o Orkut como podemos ver na imagem abaixo.

clique para ampliar:

redes-sociais

Acredito que as redes sociais tenham grande parcela de influência para o que tende ser a Web 3.0. Vou tomar o ascendente Twitter (serviço de micropostagens) que não domina região alguma, (ainda…) para demonstrar as tendências do mundo virtual.

A rede criou a pergunta mais famosa do momento: What are you doing? / O que você está fazendo? As pessoas começaram realmente respondendo esta pergunta: “Indo ao mercado” ou “Arrumando as malas para pegar a estrada..” E o que isso significa? A perda de privacidade ou a tentativa de transformar os adeptos da rede em personagens onde possam ter uma vida virtual? (Isso me lembra o falecido Second Life..) Minha resposta é simples: Os dois..

Porém o microblog traz mais que isso. O fato de sua resposta ter até 140 caracteres, prova que o usuário não tem muito tempo ou paciência, a informação tem que ser objetiva, rápida e de fácil entendimento. Ele acessa mais de 5 sites ao mesmo tempo, busca e cria informação o tempo todo, e precisa disso pra já. A vantagem: Traz para a vida das pessoas o poder de síntese. Podemos ver a integração do mundo vitual-real.

E as possibilidades não param por aí, hoje o serviço é usado por grandes empresas para disseminação de campanhas e promoções, grandes marcas mantém um relacionamento direto com seus clientes ou usam o canal para conhecer seus futuros funcionários. A propagação da informação é extremamente rápida, qualquer um pode “twittar” pelo celular ou Iphone e seu post pode se tornar um furo reportagem se você estiver no lugar certo na hora certa. (Provando que pra ser jornalista não é necessário ter diploma.. ¬¬²)

Um ponto importante a ser comentado; com as redes sociais surgiram os formadores de opinião. E no Twitter podemos ver claramente que tendenciosamente muitas pessoas querem ter seu lugar ao sol sendo reconhecidas no cyberespaço. Isto é natural diante do que a internet é hoje. Você começou assistindo, passou a colaborar e agora quer destaque. Tal fato se deve a evolução do pensar humano transformando o virtual em uma necessidade para a vida real.

Essa auto-afirmação, o estreitamento de relações entre marcas e consumidores, a interação máxima entre o real e o virtual são a web 2.0… O momento é de descobrimento, de deslumbre, de erros e acertos, de experiências..

A Web 3.0 tende a organizar essa quantidade de informação produzida na internet e usá-las de forma mais inteligente quebrando as barreiras entre o real e o virtual.

Meu último exemplo, talvez o mais prático para provar o rompimento dessas barreiras, é o uso de e-commerce baseado em tecnologia Flex.. Pra quem não conhece o Flex é um framework da Adobe voltado para interfaces e aplicações ricas para a web – RIA. Com ele você pode clicar em um produto que deseja comprar e arrastar para o seu “carrinho” virtual. É como se você pegasse um produto na gôndola do supermercado e colocasse no seu “carrinho” real.

Se isso é feito na Web 2.0, imagine na Web 3.0……

Abs,


Tabela periódica dos Tipos

junho 24, 2009

Hello people,

Esse post eu achei essencial, emergencial e indispensável na vida de um Designer.. Até quebrei a sequência de posts do Google, mas tudo bem..

Estou falando da Tabela Periódica dos Tipos… Amanhã vou imprimir a minha em A3 e colocar na parede.. :D

Esse material serve de ótima referência para estudos e se você é ou foi um daqueles alunos que decorava tudo inclusive os 109 elementos da tabela periódica, agora você tem um novo motivo pra estuda-la…

Clique na imagem para ve-la em full size..

Abs!!

Post atualizado ——– 27/06/09

Agora que eu vi que em full size não ficou tão grande..
Quem quiser a tabela em tamanho realmente full pode fazer o download aqui – http://migre.me/2K0Y


Google – O gigante da colina! (pt2)

junho 20, 2009

Salve salve galera!!
Continuando a sequência de posts sobre as campanhas e o trabalho sobre posiocionamento da marca do Google…

…Foi produzido pela equipe japonesa do Google um comercial para tv sobre seu browser, o Chrome. Esse video foi veiculado no Japão para induzir os internáutas a conhecerem aquele que se diz o mais rápido dos navegadores… (Tudo bem que todos eles falam isso, mas não vamos entrar nesse mérito :D )

Minha opinião: Alguns dizem desnecessária essa ação afirmando que é um retrocesso do Google sair da mídia que mais cresce para a  TV, que hoje não é mais que um rádio de luxo. Eu acredito que se fizeram esse investimento é porque sabiam o que estavam fazendo.

Para mim as mídias se completam, a massificação de informação aliada de uma boa produção agregam valor a uma marca. E mais, deu tão certo que nós que não moramos no Japão estamos discutindo sobre.. Isso porque o video foi parar no Youtube e em outros video streamers alcançando algo em torno de 2,5 milhões de views, só confirmando o que já foi dito… As mídias se completam quando bem trabalhadas. Ou seja, mais um bom exemplo de branding do Gigante da Colina.

Curiosidades:

1) Essa foi a primeira ação do Google na tv.
2) Já existe uma versão do Chrome para Mac.
3)O símbolo do Chrome é bem interessante, dá pra viajar nas referências visuais para a construção do mesmo. Eu particularmente sempre associo o símbolo ao famoso jogo Genius ou Simon.Abs a todos!



Ergonomia nos transportes públicos!

junho 16, 2009

Olá pessoal!!

Hoje falaremos de como Design pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas na sociedade. O pincípio da Ergonomia.

Muitas vezes quando entro em um ônibus no RJ e vejo o “meu lugar” ocupado já bate um desânimo e a vontadade de dar meia volta e esperar o próximo….. Me refiro aquele que é o primeiro lugar ao passar da roleta do cobrador.. Mas por que essa neurose? Porque aquele lugar tem a maior distância de uma banco para o outro na relação frontal.

Vejamos: Um homem com  1.90m (eu), uma altura considerável e acima da média nacional (mas os estudos hoje provam que daqui uns anos não será tão acima da média), precisa naturalmente para ter uma postura confortável e adequada a sua saúde física se enquadrar em um projeto otimizado para ese bem estar, ou seja, quando este homem se acomoda em um assento do ônibus e o mesmo não possui uma distância apropriada para o assento da frente o que acontecerá? Seus joelhos podem ficar bem acima do seu quadril, seus joelhos podem forçar contra o assento da frente, causando dor e naturalmente desconforto e possíveis problemas futuros se isso for uma rotina..

A maioria da viações e companhias de transporte público rodoviário não partem de projetos bem estruturados para a otimização do bem estar humano.
Falta verba? Não sei. Falta respeito? Não sei.  Não quero tacar lenha na fogueira, mas sei que falta Ergonomia, e que neste caso é bem clara: projetos que visam a qualidade de vida em transportes públicos devem ser planejados para o corpo do maior homem e da menor mulher, a fim de que todos tenham um mínimo de qualidade, e respeito….

Um bom exemplo de reforma ergonômica é o Metrô Rio. Recentemente devido a sua lotação exacerbada, a companhia adotou um novo projeto de interior de seus vagões. O redesign dos vagões (algumas estações também estão sendo reformadas e em breve todas seguirão o mesmo padrão visual) adotou uma disposição dos assentos de forma que há um maior (bem maior) espaço interno. As barras para os passageiros se segurarem foram estratégicamente reposisionadas para que haja menos concentração de pessoas em um determinado local do vagão.

A decoração do estofado  dos assentos, as cores, os vinis nas paredes do metrô, tudo também segue a nova identidade visual que foi adotada e eu digo com certeza absoluta, o metrô rio hoje possui uma “cara mais feliz”. A lotação e o desconforto geram irritação nas pessoas. O metrô rio resolveu o problema do desconforto, claro que em partes.. ainda há o que ser feito, e resolveu o problema de irritação das pessoas, mas como é de praxe: cada um tem que fazer a sua parte né! Hoje os passageiros podem viajar com segurança, comodidade e “mais felizes”. Um bom planejamento estratégico e um bom projeto de ergonômico. E naturalmente um bom projeto de branding…Afinal, acredito eu não seja o único que está falando sobre…

Planejamento estratégico visual que objetiva solucionar uma necessidade baseado em um target a fim de que colabore para um mundo melhor.. Isso é Design..
Design existe para solucionar problemas na minha vida, na sua vida.. Design existe para tornar as nossas vidas melhor!

Abs,

L.A. LAKERS NBA CHAMPION 08-09!


Kandle! O fim do papel?

junho 5, 2009

kandle-DX

Há pouco mais de 1 mês eu li na revista Época uma matéria sobre o Kandle do Amazon que traz uma proposta tecnológica e interativa para o mercado editorial e resvolvi abordar o assunto aqui no blog. Porém acabei postando outros assuntos na frente e esse ficou guardado.. Mas hoje em reunião na Add Technologies aconteceu uma coisa que me lembrou do Kandle.. Minha diretora falou:” Meu próximo passo é ter um banco em SharePoint onde eu possa verificar todos os contratos em formato digital…” e completou “Eu tô cansada de tanto papel…”

___
Há algum tempo o criador do Amazon trouxe mais uma novidade para o mercado de tecnologia.. O Kandle, um Reader Device.
Tá! E o que há de interessante nisso? Simples, com o Kandle te possibilita a leitura de um jornal em formato digital em seu display LCD de 9.7″ (Modelo DX)..
O sistema funciona da seguinte forma; você compra uma edição do jornal em formato digital e faz o download do arquivo no próprio dispositivo através se sua conexão wireless. No Brasil há algumas inviabilidades para o uso do Kandle: É um produto caro, o modelo DX, este que estamos falando custa em torno de 490 dólares, aqui ainda não há um jornal que aderiu a ideia e na verdade algumas pessoas ainda não possuem a cultura necessária para entrar nesse mundo, para aceitá-lo. Ao passo que no exterior o dispositivo tem conquistado muitos fãs.

Um exemplo prático do Kandle: Muitas pessoas no metrô do RJ (eu pego todo dia..¬¬) abrem seus jornais e leem tranquilamente até o metrô lotar e aquele ato começar a incomodar os outros pois quem lê jornal naquele lugar acaba ocupando mais espaço que o necessário para a viagem; alguns jornais já são produzidos em formato tablóide, o que facilita a leitura rápida gerando praticidade.. Então que dirá do Kandle, seu formato é ideal para manuseio e transporte, sua proposta é levar conforto para a vida das pessoas que querem se manter informadas. Não sou a favor do fim do papel, na verdade sou contra.. É muito boa a sensação de folhear um livro, uma revista, tatear os tipos de papéis, as texturas.. enfim, o papel é um atrativo e um diferencial de Design, mas muitas vezes acaba sendo usado de forma errônea e quem paga é a natureza… Isso dá outro post (Design sustentável.. :D )

E o Designer onde entra nessa história? O profissional da área editorial pode ficar tranquilo pois se a moda pegar, com certeza muitos jornais impressos vão entrar na onda e o nicho vai apenar mudar e com isso os conhecimentos técnicos também, mas uma reciclagem “de vez em sempre” não faz mal a ninguém..

A propósito, apesar do título sugestivo, não se preocupem o papel não vai acabar.. :D

Abs!


Google Developer Day 2009

junho 4, 2009

Essa vai para os desenvolvedores web…

O Google realizará em São Paulo no próximo dia 29 um evento onde seus especialistas apresentarão as últimas tecnologias do Google.
Serão realizadas sessões para cada assunto, e entre eles: Maps, app engine, o famoso android….

Enfim pra quem desenvolve aplicações web vale a pena conferir..

Local: São Paulo, Sheraton São Paulo WTC Hotel.

Maiores informações e inscrições: Google Developer Day 2009.

Abs!


9ª Bienal de Design Gráfico

junho 3, 2009

Fala galera… post rapidinho com o link pras fotos da bienal de Design Gráfico que foi realizada no Centro Cultural São Paulo de 8 de Março a 17 Maio de 2009..

http://www.flickr.com/photos/adgbrasil

Galera, tenho uma novidade.. O blog agora será atualizado com posts diários e disponibilizarei alguns materiais interessantes para download.
Espero que curtam.

Abs a todos!


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