Release: Find 2009 – RJ

agosto 16, 2009

Olá queridos leitores e amigos!

Primeiramente eu quero me desculpar com a irregularidade temporal dos posts, já faz um tempinho da última vez.. Mas quero comunicá-los também que já estou trabalhando em um projeto para resolver essa situação e as novidades serão apresentadas assim que tiver tudo definido. =)

Bom, ontem eu tive a oportunidade de ir ao Find 2009 realizado no Teatro Odylo Costa, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Para quem não conhece, esse é o segundo maior teatro do RJ e possui uma acústica privilegiada. As palestras tiveram início as 10:00 horas e se encerraram com sorteio de prêmios as 18:20.

Vamos aos palestrantes:

O Diretor de Criação da Tribal DDB veio direto da Holanda para palestrar sobre a necessidade do ser humano se estabelecer ou ter reconhecimento na internet. Em sua palestra “Clico, logo existo”, Chris citou as redes sociais como veículo para essa perpetuação virtual. Entre eles os mais citados: Facebook e Twitter. Além destes, o criativo citou que essa necessidade de se estabelecer vitualmente colabora para o caminho da web que é a interação, o que consequentemente sugere que toda propaganda deve pensar em um formato digital para divulgar ou promover um produto ou serviço. Como exemplo de interação, ele citou a Realidade Aumentada, a ser trabalhada para um futuro não tão distante,  já que a Realidade Misturada* é estudada em laboratório há mais de 40 anos. Foi apresentado um video sobre como a RA pode intervir nas redes sociais. Saiba mais sobre Realidade Aumentada.

*O mundo que estuda a Realidade Aumentada e o Ambiente Real, a Virtualidade Aumentada e o Ambiente Virtual.

Assista o video aqui:

E finalizando, Chris mostrou um case (e o making off) de imenso sucesso feito para a Philips promover sua nova televisão, a Cinema 21:9. Essa televisão é a primeira a ter o formato de cinema para melhor aproveitamento do filme trazendo a sensação de estar realmente em uma sala de cinema. Com diferenças enormes entre uma televisão 16:9 widescreen. Foi produzido um filme de 2:19 (até o tempo tem relação com essa televisão) chamado “Carousel”, onde u usuário pode intervir no andamento do curta dando ao mesmo o controle do andamento da história. Assim o usuário pode navegar entre as cenas como se tudo fosse uma única tomada. Os efeitos são incríveis e o resultado além dos números que foram mostrados na palestra, não poderiam ser outros. O curta ganhou o prêmio máximo da categoria Film em Cannes e um Prata Cyber Lion (2009).

Acesse o site aqui e divirta-se: cinema-philips

Masa é um Designer venezuelano nômade, pois viaja o mundo inteiro convidado para dirigir trabalhos de alto escalão. Entre seus clientes estão:  Nike, Volkswagen, Burton Snowboards, Adidas, São Paulo Fashion Week, Absolut Vodka, Sony… Sua palestra “Criatividade digital, posicionamento e promoção” Masa abordou assuntos de extrema relevância para designers que enfim queiram alavancar suas carreiras e se destacar no universo virtual, e isso, depende de atitudes. As vezes um e-mail bem redigido e um pouco de coragem podem lhe trazer frutos inimagináveis. Foi o que aconteceu com Masa. Além de dar dicas aos expectadores, citou algumas redes sociais que merecem respeito e devem ser usadas po designers e profissionais de comunicação. O caminho é simples: Tenha um network bom a partir das social networks, tenha um portfólio em .pdf e tenha um website. Se não puder ter este último recorra ao Behance.

O venezuelano relatou sobre a importância do Designer se especializar, ser o melhor possível em uma única área. Nós brasileiros temos a tendência de querer saber de tudo um pouco e as empresas quando contratam por aqui solicitam que o profissional de design gráfico saiba PHP em algumas ocasiões. O destaque, principalmente internacional vem do profissional que é o melhor em uma área. Não se pode ser bom em tudo.

E finalizando Masa mostrou seu porfólio altamente criativo, repleto de trabalhos tipográficos lindos.

O Designer Gráfico iraniano foi de longe o mais descontraído e irreverente. Em sua palestra: CMYK Iraniano, iniciou-a arriscando uma comunicação em português com os presentes no local, o que impressionou muita gente. Porém ele não fala nosso idioma e seguiu com sua lingua nativa. Mehdi apresentou seus trabalhos espetaculares em cima de duas tipografias desenvolvidas por ele próprio. Foi possível perceber que Mehdi criou seu padrão visual gráfico e a cada trabalho, seja pôster, cartaz, seja um logotipo você saberá de quem é aquela assinatura.

Além de culturalmente ter um estilo caligráfico, o iraniano pensa e projeta em seus trabalhos os conceitos de ilustração. No fim das contas alguns podem pensar que os trabalhos de Mehdi são bem parecidos visualmente, quando na verdade são. Mas a cada job é notória a evolução e superação dos traços e formas. Confiram o trabalho de Mehdi em seu site. O resultado desta palestra só enriquece o que foi dito por Masa: “você tem que se especializar.. ser o melhor em uma área.” É o caso desse designer que criou um estilo único e será sempre reconhecido por isso.

O Diretor Executivo de Criação responsável por contas super importântes da Agência Click, apresentou definições de Marketing e da interconexão da sociedade. Concordando com o que foi dito por Chris pela manhã: “O digital está presente em nossas vidas, nossa vida é digital e não devemos ter medo dela. Mas para que seja divertida, precisamos ter relevância na construção de estórias. E é aí que o ser humano é insubstituível.” Conclusão: Não adianta investir em propaganda se o produto não presta. O consumidor hoje é mais exigente e traiçoeiro. A propaganda em si não valerá a pena se a mesma não tocar o desejo do consumidor, mostrando que o produto que ele está vendo é fundamental para a sua vida.

É preciso contar estórias, estas que vão motivar o consumidor e ajudá-lo a entender que ele precisa daquele produto. Vence a guerra quem for mais criativo e tiver a melhor estratégia e planejamento de marca. E o planejamento deve estar ligado interconexão da sociedade. “Como posicionar uma marca no mundo em que vivemos?” “Como dar destaque a uma marca no mundo do Wally?*

*Analogia: Um mundo cheio de marcas para todos os lados e você precisa mostrar o Wally/a Marca para o consumidor, e fazer com que ele(consumidor) ao encontrar o Wally/a Marca não tire os olhos dele(a). – Essa analogia foi feita por mim, apenas completei o pensamento do Raphael.

Esse planejamento de marca está associado a interconexão da sociedade. “Quais mídias se conectam e quais são relevantes para contar as estórias que vão ajudar o seu cliente a vender?” Questões como essa foram o centro da primeira parte de sua palestra: Produto x Propaganda: quem mandará quando for tudo digital?

Na segunda parte, Raphael apresentou cases da Fiat e todo seu planejamento de marca envolvendo o ambiente digital e recursos mais presentes na vida das pessoas de forma criativa e INTERATIVA. Enfim, interação é a palavra do momento, leia mais em O ensaio da Web 3.0

Finalizando o evento, houve uma mesa redonda com os palestrantes e mais duas figuras importantes no cenário da Publicidade e Design no Brasil:

Após o debate com algumas perguntas dos expectadores, houve sorteio de prêmios dos patrocinadores e teve por encerrada a edição 2009 do FIND realizado pela Arteccom.

Abraços a todos e até a próxima.


Realidade Aumentada

julho 15, 2009

Bom, depois de alguns esclarecimentos no post anterior, vamos a Realidade Aumentada ou RA. (Esse artigo será publicado em 2 partes devido a sua extensão).

O que é?

Há algum tempo eu fiz um post sobre Web 3.0 com abordagens em SMO, tendências, experiências, enfim.. tudo o que existe hoje compilado para um futuro não tão distante. Esse futuro é a quebra da barreira Real/Virtual. E a Realidade Aumentada prova que essa citação não é uma bobagem, mas sim um dos caminhos do que tende ser web e o usuário 3.0*.

A Realidade Aumentada (um campo de estudo da realidade virtual) é uma tecnologia que sugere justamente o “aumento”  da experiência no mundo real através de conceitos baseados de intervenções de dados e informações visuais geradas eletronicamente (cyberespaço) em nossa percepção da realidade. Confuso? Vamos lá..

A palavra que designa essa tecnologia é interação. A RA proporciona uma interação a princípio segura, traz para o mundo real objetos virtuais “aumentando” a percepção do que existe a sua volta.

Exemplos práticos:

Esses exemplos não estão ligados a estratégias de uso, são apenas exemplos das milhares de possibilidades de aplicação dessa tecnologia que já estudada a mais de 40 anos*² mas que só recebeu esse nome “Realidade Aumentada” há pouco tempo e que comercialmente falando funciona muito bem.

* o usuário 2.0 é o usuário multitarefa, ao mesmo tempo que usa um smartphone, tem um ipod, usa e gerencia suas redes de relacionamento e ainda escuta tv.. já que tv hoje é rádio de luxo para muitos. o usuário 3.0 é será livre de preconceitos do tipo real x vitual, será como o Tom Cruise no filme Minority Report. Ele controlará a interação provocada pelo virtual no mundo real.*² é estudada há mais de 40 anos a realidade virtual, não a realidade aumentada como conhecemos hoje.

Como funciona?

Originalmente essa tecnologia surgiu da falha de interpretação de dados virtuais em códigos de barras. A partir daí convencionou-se a interpretação de tais dados em códigos 2D que naturalmente permitiam o armazenamento de mais informação do que os simples códigos de barras. Os códigos bidimensionais são justamente os responsáveis pela possibilidade de projetar objetos virtuais em uma filmagem do mundo real, melhorando as informações exibidas, expandindo as fronteiras da interatividade.

A Realidade Aumentada é utilizada combinando-se um código de duas dimensões com um programa de computador.

Para ter a experiência básica da Realidade Aumentada é preciso:

- Uma web cam ou dispositivo capaz de reproduzir as imagens do objeto real;

- Um objeto real que servirá de referência para sua reprodução virtual;

- Software capaz de interpretar os códigos assimilados pela web cam ou dispositivo para reprodução do objeto real.

O processo de formação do objeto virtual é o seguinte:

- Coloca-se o objeto real em frente à câmera, para que ela capte a imagem e transmita ao equipamento que fará a interpretação;

- A câmera “enxerga” o objeto e manda as imagens, em tempo real, para o software que gerará o objeto virtual;

- O software já estará programado para retornar determinado objeto virtual, dependendo do objeto real que for mostrado à câmera;

- O dispositivo de saída (que pode ser uma televisão ou monitor de computador) exibe o objeto virtual em sobreposição ao real, como se ambos fossem uma coisa só;

Minha experiência com RA criado pela Nextel para promover o Blackberry Curve:

Na sequência a segunda parte com aplicações e uma visão consciente do uso dessa tecnologia, bem como links para experiência RA.


Kandle! O fim do papel?

junho 5, 2009

kandle-DX

Há pouco mais de 1 mês eu li na revista Época uma matéria sobre o Kandle do Amazon que traz uma proposta tecnológica e interativa para o mercado editorial e resvolvi abordar o assunto aqui no blog. Porém acabei postando outros assuntos na frente e esse ficou guardado.. Mas hoje em reunião na Add Technologies aconteceu uma coisa que me lembrou do Kandle.. Minha diretora falou:” Meu próximo passo é ter um banco em SharePoint onde eu possa verificar todos os contratos em formato digital…” e completou “Eu tô cansada de tanto papel…”

___
Há algum tempo o criador do Amazon trouxe mais uma novidade para o mercado de tecnologia.. O Kandle, um Reader Device.
Tá! E o que há de interessante nisso? Simples, com o Kandle te possibilita a leitura de um jornal em formato digital em seu display LCD de 9.7″ (Modelo DX)..
O sistema funciona da seguinte forma; você compra uma edição do jornal em formato digital e faz o download do arquivo no próprio dispositivo através se sua conexão wireless. No Brasil há algumas inviabilidades para o uso do Kandle: É um produto caro, o modelo DX, este que estamos falando custa em torno de 490 dólares, aqui ainda não há um jornal que aderiu a ideia e na verdade algumas pessoas ainda não possuem a cultura necessária para entrar nesse mundo, para aceitá-lo. Ao passo que no exterior o dispositivo tem conquistado muitos fãs.

Um exemplo prático do Kandle: Muitas pessoas no metrô do RJ (eu pego todo dia..¬¬) abrem seus jornais e leem tranquilamente até o metrô lotar e aquele ato começar a incomodar os outros pois quem lê jornal naquele lugar acaba ocupando mais espaço que o necessário para a viagem; alguns jornais já são produzidos em formato tablóide, o que facilita a leitura rápida gerando praticidade.. Então que dirá do Kandle, seu formato é ideal para manuseio e transporte, sua proposta é levar conforto para a vida das pessoas que querem se manter informadas. Não sou a favor do fim do papel, na verdade sou contra.. É muito boa a sensação de folhear um livro, uma revista, tatear os tipos de papéis, as texturas.. enfim, o papel é um atrativo e um diferencial de Design, mas muitas vezes acaba sendo usado de forma errônea e quem paga é a natureza… Isso dá outro post (Design sustentável.. :D )

E o Designer onde entra nessa história? O profissional da área editorial pode ficar tranquilo pois se a moda pegar, com certeza muitos jornais impressos vão entrar na onda e o nicho vai apenar mudar e com isso os conhecimentos técnicos também, mas uma reciclagem “de vez em sempre” não faz mal a ninguém..

A propósito, apesar do título sugestivo, não se preocupem o papel não vai acabar.. :D

Abs!


O Poder da Marca (parte 1)

maio 15, 2009

Para entendermos porque algumas identidades visuais se tornaram marcas que fazem um sucesso estrondoso, precisamos entender o fundamento de uma pergunta: Para que serve uma marca?

Esta pergunta está associada à história e perdura até hoje no atual mundo globalizado.
O ser humano tem por instinto a necessidade de criar algo que registre momentos, e como exemplo podemos citas as ilustrações que foram grafadas nas pirâmides do Egito há milênios atrás. Também podemos tomar como exemplo o símbolo da cruz que teve seu primeiro sentido convencionado pelo cristianismo. Os dois exemplos acima surgiram de signos e significados enraizados culturalmente, se tornaram símbolos que expressam seus valores até hoje e são reconhecidos no mundo inteiro.

Ao falarmos de marca, temos que ter em mente que um símbolo ou tipografia estilizada (sozinhos ou não), vai se tornar o maior patrimônio de uma empresa. A marca é uma promessa de valores (conceitos e sensações) com a qual um produto, empresa ou serviço vai se apresentar e se diferenciar no mercado perante a concorrência.

Algumas pesquisas de branding revelam que a marca da Coca-Cola é uma das marcas mais lembradas pelas pessoas quando lhes perguntam o nome de uma bebida da categoria, e seu poder é tão abrangente que às vezes não precisa ser nem na categoria… Além disso, o valor (econômico) desta ultrapassa os limites de produção dos parques industriais da Coca-Cola, ou seja, o que a empresa tem de mais valioso economicamente está além do que ela pode produzir. Deixando claro que a marca, um bem intangível, no mundo hoje altamente capitalista, é uma necessidade e não um luxo.

Mas por que umas marcas atingem seus objetivos como a Coca-Cola, o Google e a Microsoft e outras não duram 30 dias? A resposta na verdade já foi respondida… A marca é um bem maior, porém algumas empresas não possuem uma visão estratégica de comunicação básica para potencializar seu negócio. Ou por achar que é um investimento trivial ou por preconceito.

Uma marca para ser desenvolvida precisa de estudos de similares (concorrência), precisa de estudos de target (público alvo a que irá atingir), enfim, uma série de estratégias que vão torná-la pronta para o sucesso. E esta deve estar sempre alçada de todos os tipos de propaganda viáveis para que possa estar cada vez mais presente na lembrança dos consumidores.

No próximo post vamos ver algumas marcas que garantiram seu sucesso e tendem a crescer cada vez mais.


Regulamentar pra quê?

maio 12, 2009

Você já parou para refletir sobre essa questão? Responder uma pergunta com outra pergunta não é algo muito elegante, mas ajuda a sair do sufoco em situações embaraçosas. E quando nos defrontamos com essas situações embaraçosas? Quando você está com um grupo de amigos que não são do campo do Design, mas de outras áreas como Medicina, Engenharia, entre outros e um deles lhe pergunta se sua profissão é regulamentada e você responde que não? (Tudo bem que ninguém pergunta isso, mas eu tinha que começar o post com alguma coisa né. :P )

Como foi dito no anteriormente no artigo sobre micreiros, Design é profissão com uma história um “pouco” excêntrica, e por não ser regulamentada no Brasil, muitos expectadores do nosso trabalho nem sabem o que é e o que deixa de ser o exercício de um Designer, caindo assim sobre nós o termo Artista, entre outros. Deixemos de lado o preciosismo exacerbado, mas é incumbido ao profissional de Design dignificar a profissão com honra, tendo sempre em vista a elevação moral e profissional, expressa através de seus atos.

Design simplesmente não atribui “um rostinho bonitinho a um corpo deformado”, design agrega valor, e produtos com valor agregado significam maior arrecadação e a conquista de mercados externos, como as pessoas não enxergam isso? A produção de bens com Design é um fator estratégico. Por que uma profissão com um nível de importância tão rico não recebe a atenção merecida? A resposta está na história, grandes nomes do passado fizeram Design sem saber que hoje este seria o título atribuído para a profissão, e esse tipo de tradição perdurou e perdura até hoje. Atualmente cerca de 70% dos habitantes do Brasil (brasileiros ou estrangeiros) não sabem exatamente o que significa o termo Design. Há começar pelo nome em um idioma diferente do nosso.

O problema maior relacionado a regulamentação da profissão está na responsabilidade de um projeto. Tudo o que é produzido e tem contato com o público precisa de um responsável. Sem ser regulamentado o Designer não pode ser tecnicamente responsável pelo que produz. Pelo Código do Consumidor, hoje o Designer não pode ser responsabilizado pelo seu projeto, mesmo que este tenha defeitos ou ocasione danos ao seu usuário. Ou seja, a regulamentação combateria a má conduta profissional. Assim, a cada trabalho específico, o Designer oferecerá o melhor de seu conhecimento técnico e profissional, sempre adaptando tal fato ao cliente e procurando contribuir para a obtenção de máximos benefícios em decorrência de seu trabalho. E isto implica em valores. Outro ponto importante na vida cotidiana do Designer Gráfico. Não exatamente valores comerciais, mas valores morais, culturais e profissionais.

A regulamentação além de conduzir um padrão de qualidade reconhecido, certamente faria com que mais curiosos estudassem, e assim os “achismos” teriam fim. O conhecimento técnico não é um plus, mas sim uma obrigação. O Designer deve estar intrisecamente antenado com o trabalho a realizar, para isso é necessário adquirir uma bagagem cultural visual e sempre ampliá-la, pois os mais diferentes tipos de clientes surgirão e sempre com objetivos particulares, inusitados ou até mesmo quando você deve descobrir quais são seus objetivos. Para isso usamos todo o conhecimento que possuímos, desde um efeito do Photoshop à influência de uma figura marcante do Classicismo como Leonardo Da Vinci.

A conduta das pessoas no mundo atualmente e a globalização (vocês verão eu falando mt sobre globalização aqui) e suas conseqüências, são oriundas de nós mesmos. Nós seres humanos somos responsáveis pelo que criamos e para isso não existe regulamentação. Para isso existe o bom senso, e este deve ser usado por nós para uma conquista, que não beneficiará apenas os Designers, mas também a sociedade que ganhará qualidade e soluções melhores frente a problemas de comunicação visual, seja ele empresarial ou experimental.

Well,
That’s all folks!
Abs e até a próxima.


O “Feijão com Arroz” do Design!

maio 9, 2009

Hoje vamos falar sobre um assunto polêmico e que considero um desabafo mas que está no Calcanhar de Aquiles de todo Designer: o fato de disputarmos mercado com autodidatas (micreiros) que não fizeram metade das pesquisas que você. E que na verdade é uma situação que permeia todas as áreas envolvidas com comunicação.

Pelo fato da profissão de Design ter uma história um tanto quanto excêntrica, muitos expectadores do nosso trabalho nem sabem o que é e o que deixa de ser o exercício de um Designer. Deixemos de lado o preciosismo, mas é dever do profissional de Design dignificar a profissão com honra, tendo sempre em vista a elevação moral e profissional, expressa através de seus atos.

O Designer Gráfico tem por função aplicar seus estudos de experiência visual e comportamental do ser humano à peças gráficas que posteriormente solucionarão problemas de comunicação visual de um cliente, empresa ou evento, tendo vista a independência da forma alcançada para o mesmo, enaltecendo valores específicos e obviamente garantindo-lhes beleza de acordo com o padrão cultural do público a ser atingido. E o micreiro? Ele sabe disso?

Diante de tantas particularidades da profissão, e com o avanço do capitalismo e a globalização, as informações são recebidas por mais pessoas e com maior clareza (ou não), dissipando assim naturalmente o que é Design e o que é ser Designer, e também o que não é Design… As informações podem se distorcer, outras podem ter menos importância e algumas podem jamais existir.

A ideia de conduta e ética é deixada de lado, o valor do Design é esquecido e o que os micreiros, (“geninhos” autodidatas que aprendem a utilizar programas de edição, ilustração ou renderização através dos famosos tutoriais de internet) geralmente cobram pela prestação de serviço acaba com o mercado. Mas toda ação tem sua reação, além de acabar com o mercado pelo mau uso de informações ou por não tê-las, sepulcram a vida empresarial de seus clientes e sua própria

Portanto, se sua cultura gráfica é composta de cartão de visita, papel timbrado, ímã de geladeira, se acredita que “nada se cria, tudo se copia”, se tem opinião formada sobre tudo, não perca tempo dizendo que é Designer. Pois um profissional de verdade sabe que nada sabe, que o mundo está em constante evolução e que peculiaridades fazem sim a diferença.

Well,
That’s all folks!
Abs e até a próxima.


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