Realidade Aumentada (2ª parte)

julho 15, 2009

Aplicações

Partindo do princípio que a RA segue a demanda e a criatividade, as aplicações vão depender da relevância, do custo x benefício e do meio.

Imagine que você ao chegar em um supermercado poderia apontar seu celular para uma embalagem de molho de tomate e automaticamente fosse projetada no display do seu dispositivo móvel, possíveis receitas com molho de tomate, a data de fabricação e validade daquele produto, as condições ideais de conserva… Imagine também linkar dois produtos em uma gondôla e a partir daí o display do celular apresentar pra você as possíveis combinações entre tais condimentos..

Ao sair do mercado você vai entrar no seu carro, ligar o GPS e pedir que lhe seja alertada uma vaga para estacionar há digamos 5 km de onde você se encontra. Nesse momento a RA vai projetar em seu parabrisa a trajetória até o lugar mencionado no GPS,  setas auxiliadas por um mapa de localização virtual, indicará se um sinal está fechado estando você  há +/- 30 metros do mesmo. E finalmente quando estiver próximo das coordenadas dadas ao GPS, a RA vai lhe indicar no parabrisa onde há vaga para estacionar de acordo com as dimensões do seu carro..

Você agora está a pé.. Você quem ir ao shopping que fica do outro lado da rua e preferiu não estacionar no shopping..(não me pergunte pq.. é só um exemplo..uhauhah) Você quer saber se nesse shopping há uma loja da Lacoste, simplesmente aponte o celular para o shopping dizendo ao software o que está buscando e aparecerá no seu celular se há ou não. Se houver, ainda será apresentada para você as dimensões da loja, onde ela está localizada no shopping e mais.. o celular mostrará se há alguma promoção na loja… Incrível né.

Mas o último exemplo é melhor ainda.. RA com integração em mídias sociais.

Você decidiu não ir para o shopping mas viu uma pessoa interessante na calçada.. Simplesmente aponte o celular pra ela, se a mesma tiver adotado a tecnologia em seu celular, todas as informações daquela pessoa em redes de relacionamento serão apresentadas pra você, podendo assim adicioná-la ou não.

E mais.. você poderá saber seu nome, idade, enfim, tudo que a pessoa tiver cadastrado na rede. Assim você pode atravessar a rua e falar com ele: Oi Fulana, tudo bom? Eu acabei de te adicionar no orkut.. pô você tá solteira né, eu também… (não julguem meus exemplos..auhauhauh).

Agora imaginem as possibilidade de uso da RA para órgãos educacionais e para jogos… veja no Brainstorm 9 um exemplo de aplicação para cards esportivos.

Segue os links de 2 sites onde você pode ter a experiência (básica) da realidade aumentada.
Nextel – ação para promover o Blackberry Curve
Transformers – ação para promover o 2º filme da franquia

Sob a visão do Design

Como já foi dito o importante é usar a RA com relevância. Algumas agências hoje convencem o cliente de usar a RA como mídia alternativa, cobram o olho da cara, pois para implementar essa tecnologia o custo é bem alto e ainda é “novidade” e o que é novidade é caro. As agências, os designers, a galera de comunicação em geral devem ter essa consciência e saber quanto convencer o cliente a implantar essa tecnologia.. quando ela será: funcional, atraente e se é mensurável..

Bom galera, é isso..Espero que este conteúdo seja de proveito para todos.

Fontes: G1, baixaki, wikipedia, realidade aumentada

Abraços!


Realidade Aumentada

julho 15, 2009

Bom, depois de alguns esclarecimentos no post anterior, vamos a Realidade Aumentada ou RA. (Esse artigo será publicado em 2 partes devido a sua extensão).

O que é?

Há algum tempo eu fiz um post sobre Web 3.0 com abordagens em SMO, tendências, experiências, enfim.. tudo o que existe hoje compilado para um futuro não tão distante. Esse futuro é a quebra da barreira Real/Virtual. E a Realidade Aumentada prova que essa citação não é uma bobagem, mas sim um dos caminhos do que tende ser web e o usuário 3.0*.

A Realidade Aumentada (um campo de estudo da realidade virtual) é uma tecnologia que sugere justamente o “aumento”  da experiência no mundo real através de conceitos baseados de intervenções de dados e informações visuais geradas eletronicamente (cyberespaço) em nossa percepção da realidade. Confuso? Vamos lá..

A palavra que designa essa tecnologia é interação. A RA proporciona uma interação a princípio segura, traz para o mundo real objetos virtuais “aumentando” a percepção do que existe a sua volta.

Exemplos práticos:

Esses exemplos não estão ligados a estratégias de uso, são apenas exemplos das milhares de possibilidades de aplicação dessa tecnologia que já estudada a mais de 40 anos*² mas que só recebeu esse nome “Realidade Aumentada” há pouco tempo e que comercialmente falando funciona muito bem.

* o usuário 2.0 é o usuário multitarefa, ao mesmo tempo que usa um smartphone, tem um ipod, usa e gerencia suas redes de relacionamento e ainda escuta tv.. já que tv hoje é rádio de luxo para muitos. o usuário 3.0 é será livre de preconceitos do tipo real x vitual, será como o Tom Cruise no filme Minority Report. Ele controlará a interação provocada pelo virtual no mundo real.*² é estudada há mais de 40 anos a realidade virtual, não a realidade aumentada como conhecemos hoje.

Como funciona?

Originalmente essa tecnologia surgiu da falha de interpretação de dados virtuais em códigos de barras. A partir daí convencionou-se a interpretação de tais dados em códigos 2D que naturalmente permitiam o armazenamento de mais informação do que os simples códigos de barras. Os códigos bidimensionais são justamente os responsáveis pela possibilidade de projetar objetos virtuais em uma filmagem do mundo real, melhorando as informações exibidas, expandindo as fronteiras da interatividade.

A Realidade Aumentada é utilizada combinando-se um código de duas dimensões com um programa de computador.

Para ter a experiência básica da Realidade Aumentada é preciso:

- Uma web cam ou dispositivo capaz de reproduzir as imagens do objeto real;

- Um objeto real que servirá de referência para sua reprodução virtual;

- Software capaz de interpretar os códigos assimilados pela web cam ou dispositivo para reprodução do objeto real.

O processo de formação do objeto virtual é o seguinte:

- Coloca-se o objeto real em frente à câmera, para que ela capte a imagem e transmita ao equipamento que fará a interpretação;

- A câmera “enxerga” o objeto e manda as imagens, em tempo real, para o software que gerará o objeto virtual;

- O software já estará programado para retornar determinado objeto virtual, dependendo do objeto real que for mostrado à câmera;

- O dispositivo de saída (que pode ser uma televisão ou monitor de computador) exibe o objeto virtual em sobreposição ao real, como se ambos fossem uma coisa só;

Minha experiência com RA criado pela Nextel para promover o Blackberry Curve:

Na sequência a segunda parte com aplicações e uma visão consciente do uso dessa tecnologia, bem como links para experiência RA.


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